Por que escrevo?
“Escrevo porque tenho uma necessidade inata de escrever! Escrevo porque sou incapaz de fazer um trabalho normal, como as outras pessoas. Escrevo porque quero ler livros como os que eu escrevo.
Escrevo porque gosto de ser lido. Escrevo porque depois que começo um romance, um ensaio, uma página, sempre quero chegar ao fim. Escrevo porque todo mundo espera que eu escreva. Escrevo porque tenho uma crença infantil na imortalidade das bibliotecas, e na maneira como meus livros são dispostos na prateleira.
Escrevo porque é animador transformar todas as belezas e riquezas da vida em palavras. Escrevo não para contar uma história, mas para compor uma história. Escrevo porque desejo escapar do presságio de que existe um lugar para onde preciso ir mas ao qual – como um sonho – nunca chego. Escrevo porque jamais consegui ser feliz. Escrevo para ser feliz”.
(Orhan Pamuk)
Scripta manent, verba volant (os escritos ficam, as palavras voam)
Escrevo porque gosto de ser lido. Escrevo porque depois que começo um romance, um ensaio, uma página, sempre quero chegar ao fim. Escrevo porque todo mundo espera que eu escreva. Escrevo porque tenho uma crença infantil na imortalidade das bibliotecas, e na maneira como meus livros são dispostos na prateleira.
Escrevo porque é animador transformar todas as belezas e riquezas da vida em palavras. Escrevo não para contar uma história, mas para compor uma história. Escrevo porque desejo escapar do presságio de que existe um lugar para onde preciso ir mas ao qual – como um sonho – nunca chego. Escrevo porque jamais consegui ser feliz. Escrevo para ser feliz”.
(Orhan Pamuk)
Scripta manent, verba volant (os escritos ficam, as palavras voam)
terça-feira, 10 de julho de 2007
HÁ ESPERANÇA PARA A POLÍTICA BRASILEIRA
Certa vez, em sala de aula, indagado por um crítico professor acerca da realidade brasileira (mais especificamente sobre os recentes escândalos que permeiam a classe política do nosso país), ouvi um comentário de um colega: -“Nunca vou ‘mexer’ com política”. – Por quê? perguntou o professor. – “Não adianta. Isso nunca vai mudar”.
Infelizmente o pensamento de meu caro colega não é “voto vencido” no Brasil. É vidente que o povo brasileiro já se desanimou de tentar ver um Brasil melhor, uma sociedade mais comprometida e uma classe política mais transparente, honesta e competente. O brasileiro já se desiludiu com as pomposas campanhas que prometem milagres, e que na maioria das vezes eles nem podem fazer (ou quando podem, não o fazem). E outros muitos estão tristes, não pela corrupção, trapaceiragem ou pela cara-de-pau dos políticos, mas por não estarem lá também.
Porém, ainda há esperança. Há esperança para um Brasil mais justo, igual e próspero. De nada adianta sermos meros espectadores da história brasileira, com esse nosso criticismo cético e esse pessimismo mórbido. Uma nação é construída por homens e mulheres idealistas. Pessoas que saíram do comodismo para a luta. Do individual para o coletivo. Do ceticismo para a esperança. Da mediocridade egoísta para uma significância altruística.
Posso passar a impressão de que sou apenas um adolescente, sonhador, utópico e irrealista. Que seja. Prefiro sonhar a criticar. Prefiro crer em um mundo melhor a lamentar as suas mazelas, a sofrer por antecipação. Prefiro frases como Eu tenho um sonho de Luther King ou a esperança é o sonho do homem acordado de Aristóteles, a ouvir o pensamento conformista de meu colega. Pior que errar é não tentar acertar.
Esse artigo vem em oportuno momento, já que todos nós, alunos e professores, somos potenciais “arquitetos de uma nova sociedade brasileira”. Vale lembrar aqui que grandes estadistas brasileiros vieram de graduações em Direito, tais como o Barão do Rio Branco, Afonso Arinos, Rui Barbosa, Getúlio Vargas, Ulisses Guimarães, Tancredo Neves e o próprio Milton Campos. Os cursos de Direito não produzem somente advogados e juízes, como pensam alguns. Na falta de escolas especializadas em formar políticos no Brasil, há a tendência de que esse papel seja transferido, em grande parte, aos cursos de Direito. Com isso, tem-se criado um novo braço no Direito – o Direito Político – uma responsabilidade a aqueles que estudam (bem ou mal), durante cinco anos, a lei (que vai desde o processo legislativo às novas facetas do Direito que a sociedade pós-moderna vem exigindo, como o Direito do Consumidor e o Direito Virtual). Por isso, sinto-me privilegiado, e ao mesmo tempo responsável, porque vivo numa classe sócio-cultural que “tem a faca e o queijo na mão” para fazer alguma diferença significativa nesse mundo, algo que vá muito além de ganhar dinheiro, comprar um “carrão” e casar com uma mulher bonita. Sinto-me responsável pelo meu país, sabendo que apontar o dedo é fácil, difícil é enfrentar o sistema e tentar mudá-lo. Por isso, conclamo aqui os estudantes de Direito a se prepararem para marcar essa geração e as futuras, através de comprometimento, competência, honestidade e ética. Conclamo a fazermos valer a nossa bandeira nacional, e que as palavras ORDEM E PROGRESSO deixem de ser meramente um adorno superficial de um símbolo marginal para ser uma realidade. Que Deus nos ajude.
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2 comentários:
muito bom.... este artigo vai para o jornal da Milton Campos... aguardem...
Grande Daniel!!!
Não sabia q vc tinha um blog!!
Li este texto e gostei demais!!! e Conclamo não só os estudantes de direito a tomar essa postura. O não acomodar deve começar por nós!
tbm tenho um: meutelescopio.blogspot.com
qndo puder entra...
abração
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